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Vem conhecer nossa produção orgânica!

Embarque nessa com a gente, vem conhecer nossa produção orgânica de pertinho!

O Richard, nosso agrônomo, levou o Elpídio Costa Jr. para conhecer as culturas orgânicas que temos aqui no Sítio e contou um pouco das práticas de plantio, colheita e manejo do solo.

Como estamos no inverno, o Richard mostrou algumas culturas que são típicas dessa época do ano e podem ser encontradas agora na nossa A Boa Terra, como a beterraba, cenoura, batata, tomate, morango e outros.

No vídeo, também é possível visualizar o barracão de processamento, onde os produtos são lavados, selecionados e embalados. Eles também caminham pelas trilhas da nossa reserva natural, mostrando o lago e toda a natureza que está aberta para visitação e disponível para tocar os corações e despertar o amor pela Mãe Terra!

O vídeo completo você assiste no canal do Elpidio Costa Jr, é só clicar no link abaixo!

 

https://www.youtube.com/watch?v=yHcOBHNAmJ4

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Movimento social entrega orgânicos para famílias com fome.

 

A fome no Brasil é uma realidade. Hoje, segundo pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), mais de 33 milhões de pessoas não têm o que comer, e mais da metade da população brasileira sobrevive em insegurança alimentar. O levantamento também mostra que apenas quatro em cada dez domicílios brasileiros têm acesso pleno à alimentação, ou seja, são considerados em situação de segurança alimentar.

É inaceitável que isso aconteça em um país com tanta terra fértil como o Brasil. Além de exigir políticas públicas que sejam efetivas no combate à fome e desnutrição no país, é também preciso agir diretamente. E isso pode ser feito através do Orgânico Solidário!

O Orgânico Solidário é uma plataforma sem fins lucrativos que tem como objetivo levar alimentos frescos e  orgânicos para famílias em situação de vulnerabilidade social, envolvendo uma rede de agricultores orgânicos que tem sua produção e renda estimuladas.

Desde Março de 2020, o movimento destina cestas de frutas, legumes e verduras orgânicos montadas por uma rede de operadores que produzem e/ou adquirem alimentos de agricultores orgânicos e os entregam para uma rede de organizações sociais parceiros, gerando renda para quem produz e, principalmente, segurança para quem não tem o que comer.

Nós, da A Boa Terra, temos orgulho em fazer parte deste movimento como agricultores orgânicos, desde seu início. Além de sermos uma empresa parceira na produção e montagem das cestas orgânicas que são distribuídas pelo movimento.

Como funciona?

A Sitawi Finanças do Bem recebe doações de pessoas e empresas para a compra de alimentos. A cada R$60, uma cesta é montada e distribuída. Agricultores orgânicos, em parceria com um time de operadores em cada região atendida, fazem a colheita dos produtos, montagem e entrega das cestas, tudo a preço de custo. Projetos e organizações sociais reconhecidas fazem a distribuição das cestas diretamente para as famílias em situação de vulnerabilidade social, nas comunidades que mais precisam. Cada cesta leva consigo mais de 6kg de itens orgânicos variados, democratizando o acesso a alimentos saudáveis e apoiando o crescimento e expansão da produção de alimentos orgânicos no Brasil.

Quero doar, e agora?

Através DESSE LINK você pode escolher como quer doar. Existem três opções:

  1. Escolha a quantidade de cestas que deseja doar. Através dessa opção, o site informa qual o valor necessário para produzir as cestas e qual a quantidade de pessoas que serão alimentadas com essa doação.
  2. Doação avulsa com PagSeguro, que pode ser feita com cartão de crédito, boleto ou Pix.
  3. Doação recorrente.

Seja uma ponte entre o produtor rural orgânico e as famílias que passam fome no Brasil! 

Visite o site do Orgânico Solidário, saiba mais sobre este lindo trabalho e doe alimentos frescos e saudáveis a quem mais precisa!

Abaixo vídeo sobre essa parceria tão especial entre Orgânico Solidário e A Boa Terra.

 Orgânico Solidário | Vídeo Institucional

 

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Desempenho escolar e a importância da alimentação

Dentre as diversas parcerias que estabelecemos com produtores, empresas e entusiastas de uma vida mais saudável para as pessoas e para o planeta, uma delas é com a Lanche&Co.

Lara Folster, especialista em comida natural pela Natural Gourmet Institute de Nova Iorque, fundou a Lanche&Co quando se tornou embaixadora do projeto do chef Jamie Oliver no Brasil, o Food Revolution, em 2012. Ao fazer os lanches saudáveis para seu filho levar para a escola, ela passou a atender aos pedidos das demais mamães e também da escola, fornecendo lanches para a Educação Infantil.

Com o sucesso dessa iniciativa, vem colhendo ótimos frutos: mães sossegadas e satisfeitas que sabem que seus filhos estão se alimentando de comida fresca e saudável, livre de ultraprocessados e transgênicos. E também o engajamento cada vez maior das escolas que abraçam o projeto, contribuindo para um mundo no qual a alimentação guia a forma de ser e estar no universo, cultivando hábitos alimentares saudáveis e verdadeiros para seus alunos.
Ficamos muito felizes e honrados de nossos orgânicos chegarem não somente na casa de nossos clientes, através das cestas orgânicas, mas também em iniciativas tão incríveis como a Lanche&Co. Fornecemos alimentos orgânicos que compõem as receitas deliciosas preparadas pela Lara, construindo soluções para cantinas saudáveis e recheadas de nutrientes.

Com isso, juntas, a Lanche&Co e A Boa Terra auxiliam na formação de crianças mais conscientes quanto à origem e função dos alimentos, contribuindo diretamente para a melhoria do desempenho escolar. Afinal, para construir conhecimento, é essencial que o organismo funcione bem, sendo nutrido com todas as vitaminas e minerais necessários para um crescimento saudável e feliz.

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A Boa Terra promove projeto socioambiental para jovens

Além da produção de alimentos orgânicos e da montagem e distribuição de cestas, o Sítio A Boa Terra conta também com um Centro de Ecologia, fundado em 2003. É nele que o projeto socioambiental Guardiões da Natureza toma vida.

Esse projeto tem como missão disseminar uma cultura de cuidado do ser humano consigo mesmo, entre si, para com a natureza e para com o lugar onde vivem, desenvolvendo atitudes e relações que sustentam a vida. Através do Guardiões da Natureza, queremos contribuir para a formação de indivíduos que estejam conectados com o meio ambiente para se tornarem profissionais e cidadãos com uma visão sistêmica e criativa, viabilizando a construção de um futuro melhor para eles e para o meio onde vivem.

Embora, no Brasil, a Educação Ambiental seja tema transversal no currículo escolar, apenas em situações pontuais os alunos são levados para fora do ambiente escolar a fim de terem experiências na natureza e, assim, adquirirem o conhecimento prático direto da fonte, e não somente em teoria, extraído dos livros. O contato direto com a natureza e as vivências com os elementos naturais possibilitam criar uma relação entre o mundo natural e o ser, levando não só à construção do conhecimento sobre as leis naturais, mas também criando sentido de pertencimento, ações fundamentais que se tornam cada vez mais raras na sociedade atual.

Para atuar como agente de transformação dessa realidade, o Centro de Ecologia A Boa Terra está promovendo a fase Copa do Guardiões da Natureza, dedicada aos jovens de 15 a 17 anos, matriculados no Ensino Médio de Itobi (SP). Os encontros acontecem no Sítio A Boa Terra, duas vezes por semana.

Nesses encontros, os alunos estudam e interagem com foco em quatro eixos principais:

Cozinha Experimental: promoção do consumo de alimentos saudáveis e técnicas de reaproveitamento integral dos alimentos; boas práticas de higiene e manipulação dos alimentos; incentivo à valorização do alimento e sua cadeia produtiva.

Ecologia e Sustentabilidade: preparação dos alunos para atuar positivamente em um mundo impactado por problemas ambientais e emergência climática; profissionalização dos participantes para se tornarem eco monitores e desenvolverem projetos socioambientais em suas comunidades; sensibilização e estímulo à formação de novos hábitos visando o uso sustentável dos recursos naturais.

Empreendedorismo Social: Preparação do participante para atuar como protagonista na área socioambiental em sua comunidade, criando, articulando e produzindo projetos sociais de forma inovadora e criativa; promoção do uso de tecnologias e multimídias para documentar e divulgar essas ações.

Agricultura Orgânica: Profissionalização dos alunos para lidar, de forma sustentável, com os recursos naturais necessários para semear, cultivar, colher e armazenar vegetais orgânicos; identificação de plantas medicinais e Pancs (Plantas alimentícias não convencionais); promoção do entendimento e prática das ferramentas de gestão através das UGBs (Unidades de Gestão Básica).

No Instagram do Centro de Ecologia A Boa Terra, você pode acompanhar mais sobre o desenvolvimento desse projeto que tem mudado a vida de tantos jovens, CLIQUE AQUI e fique por dentro!

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Rueda & A Boa Terra

O 4° melhor restaurante da América Latina e 17° melhor restaurante do mundo, segundo a lista “The World’s 50 Best Restaurants”, Jefferson e Janaína Rueda cultivam uma amizade de longa data com o Sítio A Boa Terra, sendo inspirados através de nossa história para produzir orgânicos que são utilizados na alimentação dos porcos e como ingredientes de seu restaurante, A Casa do Porco, instalada no centro de São Paulo.

Para contar mais sobre essa história inspiradora, o canal Sabor & Arte lançou uma série documental que retrata o cotidiano do Sítio Rueda, localizado em São José do Rio Pardo, distante apenas 25 km do Sítio A Boa Terra. No sítio do casal Rueda, além do cultivo de orgânicos e porcos, há também uma escola informal que entrega vivências aos cozinheiros e funcionários dos restaurantes, levando-os a aprender mais ainda sobre a cozinha caipira.

Na série, há um episódio todo dedicado à relação que Jefferson e Janaína têm com o Sítio A Boa Terra. Nele, Janaína conta sobre sua luta para inserir a merenda in natura nas escolas estaduais de São Paulo e como A Boa Terra interferiu positivamente para a conscientização da importância dos orgânicos e vivências na natureza. Joop e Tini, nossos fundadores, também contam um pouco da história do Sítio A Boa Terra.

Essa influência positiva na disseminação do cultivo orgânico e reafirmação de uma vida mais saudável através da alimentação nos enche de orgulho. Inspirar projetos como o dos Rueda é reverberar uma onda de equilíbrio e saúde para o planeta e todos que nela vivem.

Assista no link abaixo o episódio completo da série Sítio Rueda & Sítio A Boa Terra:

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MAIS VENENO EM NOSSO PRATO?

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Pacote do Veneno. Agora está para aprovação do Senado Federal. A Fiocruz afirma que essa iniciativa permite o registro de produtos mais tóxicos, vetados em outros países, transformando o Brasil em uma referência mundial de venenos.

De acordo com a ONU, a utilização de defensivos não é primordial para a produção de alimentos. Em relatório de março de 2017 a organização esclarece que a ideia de que pesticidas são vitais para garantir o aumento da produtividade e a segurança alimentar é um mito, e reforça o que já se sabe: o problema da fome atualmente se resume a questões de desigualdade social, pobreza, distribuição e acesso.
Atualmente produzimos comida suficiente para alimentar 9 bilhões de pessoas, enquanto que 800 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo e que 1/3 de todo o alimento produzido é desperdiçado.

Sabemos que a agricultura baseada no grande uso de agrotóxicos é insustentável, trazendo grave desequilíbrio ao ecossistema. Diminuindo a biodiversidade, extinguindo muitas espécies de insetos e plantas e em consequência afetando toda a cadeia alimentar. Os agrotóxicos, além de deixar resíduos nos alimentos, poluem a água e o solo, causando danos à saúde do produtor e consumidor.

Por que não fazermos projetos de lei que abram a discussão e implementem a redução do uso dessas substâncias de forma gradual, dando chance para um outro modelo se desenvolver, apoiando a pesquisa, tecnologia e inovação para um alimento e planeta mais saudável para todos?

Como produtores de orgânicos há 41 anos, A Boa Terra sempre prezou pela saúde humana e do meio ambiente! E é por tudo isso que comercializamos apenas produtos orgânicos em nosso site.

Produzir alimentos sem venenos é possível, urgente e necessário! Entre na plataforma para se manifestar: https://www.chegadeagrotoxicos.org.br/

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Revista A Boa Terra: um presente nosso para você!

Nesse mês de Fevereiro, completamos 41 anos de A Boa Terra e somos imensamente gratos a todos os nossos parceiros, colaboradores, clientes e amigos que possibilitam essa vida frutífera!

Ano passado, em comemoração ao nosso aniversário de 40 anos, lançamos a revista A Boa Terra, aproximando nossos clientes e amigos da vida no campo. Como agradecimento por contribuírem com a nossa trajetória, a versão impressa da revista acompanhou as cestas orgânicas. Para você, que ainda não recebeu nossa revista, disponibilizamos o seu formato virtual nesse artigo!

Essa revista, escrita e editada com tanto carinho, conta com algumas entrevistas, reflexões e receitas sobre o mundo dos orgânicos, todas intimamente ligadas com nossos valores: produzir alimentos em harmonia com a natureza, preservando a saúde dos consumidores, dos trabalhadores e do meio-ambiente.

Nela, você vai encontrar a sabedoria dos nossos fundadores, Joop (81) e Tini (72), abordando temas como mudanças radicais, vivências com pessoas de outras realidades sociais, relação entre produção orgânica e consumo, parcerias na produção e relação entre natureza e saúde.

Richard, agrônomo d’A Boa Terra, também deu um relato emocionante para nossa revista. Com visão holística sobre produção e cuidado com a natureza, ele contou sua trajetória da cidade grande até a escolha por vivenciar diariamente a produção de orgânicos no interior de São Paulo. E trouxe também considerações sobre os desafios da produção orgânica, com olhar sobre o presente e o futuro.

Nossa cliente de 20 anos e parceira, a nutricionista Cristina Trovó, tratou da relação entre o consumo de orgânicos e a saúde humana. Além dela, Tini, nossa fundadora, como produtora de orgânicos há 40 anos, trouxe uma reflexão belíssima sobre a beleza das cores e formas dos alimentos.

Já o chef Ipe Aranha contou para a nossa primeira revista como foi fazer um churrasco vegano e orgânico n’A Boa Terra! E, para melhorar, ainda revelou o grande mistério dos churrascos veganos!

E, para finalizar, trouxemos a história do arroz Volkmann, nosso parceiro e produtor na agricultura orgânica e biodinâmica do Rio Grande do Sul, lembrando que conhecer a trajetória do produtor para se conhecer a fundo o que se consome é um dos pilares do consumo consciente.

Ficou curios@ para ler a Revista A Boa Terra? Clique no link abaixo e baixe a sua! Esse é um presente da nossa boa terra para você e sua família!

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Chuvas de verão e seu impacto no campo.

colheita de quiabo orgânico

Com o distanciamento da vida no campo, acaba sendo fácil desconectar o ciclo das chuvas dos ciclos de plantio e colheita do seu alimento.  Mas, na prática da agricultura, a chuva influencia diretamente na qualidade e disponibilidade dos alimentos.

E o que não faltou nesse ano que acabou de começar foi chuva! Só em Janeiro de 2022, tivemos um acumulado de 400 mm de chuva no Sítio A Boa Terra. Isso quer dizer que, em um mês, choveu mais de um terço de toda a média anual de chuvas para a região, que é de 1200 mm. Foi o Janeiro mais chuvoso dos últimos 8 anos!

Essa quantidade elevada de chuvas atrasa bastante o planejamento do plantio e o encharcamento dificulta o preparo do solo e canteiros. Quando a terra é semeada, corre-se o risco da água da chuva arrastar uma parte das sementes e soterrar outra parte, dificultando a germinação. Além disso, o impacto das gotas de chuva compacta o solo e causa erosão, afetando diretamente a qualidade do alimento produzido. Há também a criação de um ambiente propício para pragas e doenças, já que temos altos níveis de umidade e calor, ocasionando o apodrecimento de certas verduras e influenciando na floração.

Para resistir a essas intempéries, em nossa produção orgânica, aproveitamos a época das chuvas para aumentar as áreas cobertas com adubação verde, nutrindo e fortalecendo o solo. Também mantemos o solo coberto com palhada e vegetação, evitando, assim, a erosão e a saturação devida à alta quantidade de água que entra no solo. Além disso, aplicamos e mantemos as curvas de nível, cuidando dos nossos terraços para reduzir a velocidade e escoamento da água da chuva. O resultado desses cuidados é um solo mais estruturado, equilibrado e produtivo.

Com as chuvas, o trabalho do produtor rural também é prejudicado. É penoso, para eles, trabalhar o dia todo com capa de chuva, ficando molhados grande parte do dia. Afinal, ainda que usem equipamentos de proteção, a água acaba entrando na bota e debaixo da capa.

Estes são alguns dos desafios que o verão apresenta à agricultura, tendo impacto direto na produção de alimentos. Para se conectar com as singularidades de cada estação, deixamos o convite: qual tal experimentar novas formas de preparar os alimentos que temos disponíveis na estação? Seu corpo ficará feliz em receber novos nutrientes e sabores! 😉

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Por que alimentos orgânicos são geralmente mais caros?

Ainda que o valor de um produto orgânico seja imensurável, sabemos que os preços praticados costumam ser maiores quando comparados aos dos produtos não orgânicos. E isso gera uma dúvida recorrente no consumidor: por que produtos orgânicos são mais caros?

Para explicar de forma resumida, apresentamos os principais fatores que geram essa diferença nos preços:

Produção menor
A produção orgânica, em geral, tem uma produtividade menor, afinal, não são utilizados adubos químicos que forçam uma maior produção da terra. Quanto menor a quantidade produzida, maior o custo por unidade.

Maior utilização de mão de obra
Na agricultura orgânica, não se usam herbicidas, o que exige maior utilização de mão de obra para controlar o mato e manter o solo saudável.

Não orgânicos abaixo do custo
A comercialização em larga escala e super competitiva dos produtos não orgânicos leva a uma forte redução de preços. Isso faz com que o valor pago aos produtores fique bem abaixo do custo. A consequência disso é a diminuição drástica no número de pequenos produtores rurais, classe trabalhadora indispensável para a reprodução da sociedade.

Mercado consumidor restrito
A demanda por orgânicos, embora esteja crescendo, ainda é pequena. Há desconhecimento dos benefícios e qualidades da produção orgânica, o que contribui para a lentidão do crescimento da demanda.

Impostos e tributos
Ao contrário da agricultura em larga escala, o cultivo orgânico ainda recebe pouco incentivo do governo, tendo que pagar impostos e tributos mais altos para dispor de produção e comercialização legalizadas.

Provar que se faz um trabalho correto e justo
Para garantir a procedência, o produtor orgânico precisa investir em selos de certificação orgânica e isso requer um grande investimento, o que acaba refletindo no preço final do produto.

Consumidores mais ativos e participantes, aliados à ampla discussão em âmbito nacional dos benefícios da produção e consumo de orgânicos podem, juntos, mudar esse panorama. Quando as pessoas passarem a consumir mais orgânicos, as áreas produtoras tenderão a aumentar a oferta desses produtos, refletindo, assim, em preços mais acessíveis. O resultado disso é: mais saúde para as pessoas, plantas, animais e para o planeta.

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Orgânico? Mas o que isso quer dizer?

Nem sempre fica claro para os consumidores o que de fato diferencia um alimento orgânico de um não orgânico, afinal, por fora, eles são muito parecidos. Mas, e por dentro? Será que seus nutrientes são os mesmos dos alimentos produzidos na agricultura convencional? E, falando em agricultura, como todo o processo de produção orgânica se diferencia da produção não orgânica?

Alimentos orgânicos são produzidos sempre com a preocupação de preservar o meio ambiente, não destruindo os recursos naturais e valorizando a diversidade de espécies animais e vegetais. Além disso, todos os produtores orgânicos possuem condições dignas de trabalho, tendo seus direitos trabalhistas respeitados.

Mas, na prática, o que isso quer dizer? Para entender um pouco melhor, veja alguns pontos que listamos a seguir:

Recursos naturais

A produção orgânica leva em conta o uso responsável do solo, da água e do ar, reduzindo ao mínimo as formas de contaminação desses elementos. Por exemplo: toma-se muito cuidado para não destruir nem desgastar o solo. Ele é protegido ou recuperado para continuar sempre fértil. A mata ciliar é preservada ou recuperada para proteger córregos e nascentes e as queimadas são proibidas. A reciclagem de resíduos de origem orgânica através de compostagem e a redução do uso de recursos não renováveis também são importantes. Ou seja, otimizam-se sempre os recursos naturais!

Biodiversidade

Aliada à preservação dos recursos naturais, a valorização da biodiversidade local também é aplicada no dia a dia. Com isso, respeita-se a vida de todos os animais, plantas e microorganismos, reconhecendo que, para haver um equilíbrio ambiental, é necessário existir riqueza e variedade no mundo natural. Nenhuma semente usada na produção orgânica é transgênica, ou seja, não são OGM (Organismo Geneticamente Modificado).

Insumos artificiais

No cultivo orgânico, é proibido o uso de adubos químicos, agrotóxicos, fertilizantes sintéticos, drogas veterinárias, hormônios e antibióticos. Ou seja, não existe uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. No lugar de venenos, são utilizados bioinsumos como a biomassa transformada por microrganismos decompositores em alimento para o solo, manejo do mato, rotação de cultivos e o plantio de espécies de plantas que afastam as pragas. Dessa maneira, produtos tóxicos não entram no organismo dos produtores e nem dos consumidores.

Para ficar ainda mais fácil de entender, veja abaixo um resumo das principais diferenças entre a produção orgânica e a convencional:

 

PRODUÇÃO ORGÂNICA PRODUÇÃO NÃO ORGÂNICA
Prioriza a qualidade dos produtos e a biodiversidade. Prioriza a quantidade produzida e desconsidera a biodiversidade.
Aduba adequadamente a planta para que resista a pragas e doenças. Aplica inseticidas, alguns sistêmicos, que matam os insetos, podendo criar pragas resistentes.
Combate os fungos com produtos naturais, como chá de plantas, cobre e cal. Usa fungicidas químicos para combater os fungos, também aplicados em produtos recém-colhidos.
Usa técnicas manuais de combate ao mato, como enxada e lança chamas, deixando parte do mato crescer para maior biodiversidade. Usa herbicidas químicos para controlar o desenvolvimento do mato (chamado de “erva daninha”) afetando a biodiversidade.
Usa adubo orgânico.  Usa adubo químico.
Vê o conjunto da vida: solo – nutrientes – plantas – clima: maneja causas. Vê cada micro-organismo e inseto separadamente: combate sintomas.
Favorece  a manutenção e o desenvolvimento de microrganismos garantindo a saúde do solo. Empobrece o solo, eliminando parte dos microrganismos.
Obtém alimentos saudáveis com mais vitalidade. Obtém alimentos com agrotóxicos e menos vitalidade.

Dentre esses e outros motivos, A Boa Terra escolheu produzir orgânicos desde 1981, entregando alimentos de sabor autêntico, isentos de agrotóxicos e adubos químicos e cheios de saúde, levando benefícios para quem consome, para quem cultiva e para a natureza.

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